ETERNIZAR – JEAN CARVALHO
Andava só.Tentando me encontrar.Tentando achar uma maneira de ser feliz.
Até que vi o brilho do teu olhar.Percebi que ia começar o meu verdadeiro amor.
E foi assim,chegando sem avisar.Me roubando o ar.Me fazendo enlouquecer.
E eu que nunca esperei do tal amor.Hoje posso entender que não vivo sem você.
Você chegou e me fez amar.Mostrou que o nosso amor vai eternizar.
Agora sei. Pois posso sentir que o seu amor se fez presente em mim.
E ao te achar,meu mundo mudou.O medo saiu. E a luz chegou.E descobri o que era amar.Tua vida na minha pro nosso amor ETERNIZAR.
E ao te achar,meu mundo mudou.O medo saiu. E a luz chegou.E descobri o que era amar.Tua vida na minha pro nosso amor ETERNIZAR.
domingo, 16 de outubro de 2011
domingo, 31 de outubro de 2010
DEVANEIOS DIANTE DE UM FILTRO
E, DEPOIS DE UMA MENSAGEM DE ADEUS, EU RESOLVI ENCHER OS LITROS DE ÁGUA. GOSTO DESSE PROCESSO. VER A ÁGUA DESCENDO DA TORNEIRINHA DO FILTRO. LIMPA, CRISTALINA, TRANSPARENTE. COMO QUASE NUNCA SÃO NOSSAS VIDAS. DEPOIS RECOLOCAR A ÁGUA EM CADA UM DOS DIVERSOS LITROS. É INTERESSANTE PERCEBER COMO A ÁGUA ADQUIRE A FORMA DAQUILO QUE A CONTÉM. E, SIMPLESMENTE, CONTINUA TOMANDO AS DIVERSAS FORMAS DAS COISAS AONDE A COLOCAMOS. E PENSO QUE QUERIA SER ASSIM.ADPATÁVEL. MAS NUNCA O FUI. GOSTO DA COMODIDADE QUE A VIDA ME PROPORCIONA. GOSTO DE PROLONGAR AS COISAS. ODEIO MUDANÇAS. UNICAMENTE PELO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO ÀS MESMAS. MUDANÇAS MUITAS VEZES IMPLICAM EM PERCAS. E É EXATAMENTE DESSE SENTIMENTO QUE NÃO GOSTO. NÃO GOSTO DE PERDER.PELO SIMPLES FATO DE QUE MUITA COISA JÁ FOI TIRADA DE MIM.E SEMPRE ACABO ME ACOSTUMANDO COM ISSO.PORÉM ESSE PROCESSO É LONGO E , GERALMENTE, DOLOROSO. ODEIO PERDER PESSOAS. PRINCIPALMENTE PARA A VIDA. QUANDO SE PERDE ALGUÉM PRA MORTE, UNICAMENTE TEMOS QUE NOS CONFORMAR COM ISSO. JÁ QUANDO NOS É ARRANCADO PELA VIDA, TENDEMOS A NOS PERGUNTAR: E SE? FANTASIAMOS POSSÍVEIS REENCONTROS, QUEM SABE NOVAS CHANCES, OU NOVAS MUDANÇAS. E, INFELIZMENTE, SENTIMOS DOR POR ESSAS FALSAS EXPECTATIVAS. E É EXATAMENTE NESSE MOMENTO QUE SINTO VONTADE DE FECHAR A TORNEIRA.
JEAN CARVALHO
JEAN CARVALHO
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
DOIS REINOS
Naquelas terras, havia dois povos distintos, com modos de viver tão diferentes.Um rio apenas os separava e não poderia haver contato. Mas isso mudaria....
O príncipe vermelho saiu percorrendo os campos em seu cavalo negro. E, ja cansado resolveu descansar na beira de um rio. Meio ofegante afundou o rosto naquelas águas limpas e quando emergiu, avistou um vislumbre de gente.Aquele foco, antes distorcido, tornou-se uma bela visão.Era o príncipe branco do outro reino.Eles riram um para o outro. E sentiram um misto de ansiedade e curiosidade não antes sentido.Sabiam que precisavam se aproximar, e decidiram atravessar o rio. O príncipe vermelho sempre fora impetuosso e como tal lançou –se ao rio.Sem preocupar-se com a correnteza que poderia lhe levar.O príncipe branco ficara perplexo com tamanha ousadia.Mas decidiu dar a mão aquele louco desconhecido.Trocaram o primeiro cumprimento e perceberam o quanto eram diferentes.Mas as diferenças os atraiam, os incitavam a conhecer um ao outro. E durante tal conversa, eles se quiseram e por um instante chegaram a acreditar que poderiam encontrar o meio-termo, o território neutro entre ambos. Sentaram, conheceram-se. E, de tal proximidade surgiu um beijo proibido. A vergonha estampava os seus rostos, mas o querer bem exalava por seus olhos.E decidiram ficar a margem por um tempo. E, durante esse tempo foram muito felizes e chegaram a acreditar num caminho em conjuto.Mas eis que o medo sempre batia a porta de ambos.E o vale do impossível formara-se entre aquele querer.E, quando foi chegado o momento crucial, de se enfrentar os reinos que temiam ser um único, O príncipe branco fraquejou e decidiu retornar sozinho.E, ao príncipe vermelho restou apenas a dor de ter que atravessar aquele rio e retornar para o abandono de seu reino.O príncipe vermelho continua a cavalgar por seus pastos e decidiu que todos os dias iria aquela mesma margem do rio, até o dia em que vislumbraria a coragem nos olhos de seu amado. E, talvez nesse dia, percebam que a diferença entre os seus reinos e entre eles era na verdade a maior semelhança e a única forma de mudar a realidade de suas vidas.
JEAN CARVALHO
Naquelas terras, havia dois povos distintos, com modos de viver tão diferentes.Um rio apenas os separava e não poderia haver contato. Mas isso mudaria....
O príncipe vermelho saiu percorrendo os campos em seu cavalo negro. E, ja cansado resolveu descansar na beira de um rio. Meio ofegante afundou o rosto naquelas águas limpas e quando emergiu, avistou um vislumbre de gente.Aquele foco, antes distorcido, tornou-se uma bela visão.Era o príncipe branco do outro reino.Eles riram um para o outro. E sentiram um misto de ansiedade e curiosidade não antes sentido.Sabiam que precisavam se aproximar, e decidiram atravessar o rio. O príncipe vermelho sempre fora impetuosso e como tal lançou –se ao rio.Sem preocupar-se com a correnteza que poderia lhe levar.O príncipe branco ficara perplexo com tamanha ousadia.Mas decidiu dar a mão aquele louco desconhecido.Trocaram o primeiro cumprimento e perceberam o quanto eram diferentes.Mas as diferenças os atraiam, os incitavam a conhecer um ao outro. E durante tal conversa, eles se quiseram e por um instante chegaram a acreditar que poderiam encontrar o meio-termo, o território neutro entre ambos. Sentaram, conheceram-se. E, de tal proximidade surgiu um beijo proibido. A vergonha estampava os seus rostos, mas o querer bem exalava por seus olhos.E decidiram ficar a margem por um tempo. E, durante esse tempo foram muito felizes e chegaram a acreditar num caminho em conjuto.Mas eis que o medo sempre batia a porta de ambos.E o vale do impossível formara-se entre aquele querer.E, quando foi chegado o momento crucial, de se enfrentar os reinos que temiam ser um único, O príncipe branco fraquejou e decidiu retornar sozinho.E, ao príncipe vermelho restou apenas a dor de ter que atravessar aquele rio e retornar para o abandono de seu reino.O príncipe vermelho continua a cavalgar por seus pastos e decidiu que todos os dias iria aquela mesma margem do rio, até o dia em que vislumbraria a coragem nos olhos de seu amado. E, talvez nesse dia, percebam que a diferença entre os seus reinos e entre eles era na verdade a maior semelhança e a única forma de mudar a realidade de suas vidas.
JEAN CARVALHO
sábado, 9 de outubro de 2010
AS VEZES O ADEUS É UMA SEGUNDA CHANCE
Diante de todas as infelicidades, culpas, erros, medos, angústias tendemos a achar que o caminho mais fácil é o da aceitação.O menino chorava. E, mal compreendia porque estava tão só.Durante muito tempo ele viu as relações familiares e suas amizades se perderem.Ele lutou.Lutava desesperadamente para segurar a última mão que ainda lhe atava os dedos.Mas, assim como a neve que cai e derrete quando o sol surge, os dedos escoregavam sempre.E, ele terminava vazio, incompleto.
Só restava a ele sofrer.Não entendia como o que antes era amor hoje ressoava em ódio.Não percebia que a sua luta já a muito era uma batalha vencida.Ora se culpava, ora entendia que era ele o bode expiatório daquela história. A mãe jamais se culparia por ter um filho assim.Ela sabia que o seu Deus, e,nesse ponto o menino entendia que esse Deus era o Deus dela e não o Deus em quem ele acreditava, jamais permitiria em sua consciência que fosse esse o caminho do filho. O pai jamais admitiria tal coisa.Vergonha como essa nunca passaria.E o menino chorou.E o seu interior mudara.Sentiasse raivoso, mas não perdia a esperança de sorrir novamente.Pensava que um dia voltaria a segurar em suas mãos.
A vida era dura, ardúa.Sabia que estaria sozinho.Eis que era o seu momento de entender que jamais se recupera o que se foi perdido de vez. A decisão de enfrentar o mundo em busca de sua felicidade o modificou.
A batalha que ele travaria seria cansativa, difícil. Ele tinha medo de dizer adeus.E, talvez fosse esse o motivo maior de sua dor.O adeus não permite retorno, não permite arrependimento. Durante muito ele encarou tudo aquilo como um “até logo”.Doloroso, apavorante, frio.Mas ainda tentava se agarrar na esperança do perdão.Ele sabia que sempre perdoaria os erros de quem ele amava.Era dele, sua idiossincrasia o definia assim. Mas, em seu intímo, sabia que jamais ouviria tais pedidos das pessoas que o feriam.Ele cansou dos golpes que lhe desferiam.E, um dia, ao olhar-se no espelho, resolveu que se curaria sozinho.
Finalmente, ele entendeu que percorreria a estrada solitária. O medo das dificuldades seguravam em uma de suas mãos.O pavor de tal batalha ser em vão, tomava-lhe a outra mão.Mas em seu peito, ele sabia que o seu adeus seria, também, sua redenção. Sabia que sua vida mudaria alí, sua segunda chance começava agora.E ele foi. Mas, dessa vez, sem olhar pra trás.
Jean Carlos Carvalho
Diante de todas as infelicidades, culpas, erros, medos, angústias tendemos a achar que o caminho mais fácil é o da aceitação.O menino chorava. E, mal compreendia porque estava tão só.Durante muito tempo ele viu as relações familiares e suas amizades se perderem.Ele lutou.Lutava desesperadamente para segurar a última mão que ainda lhe atava os dedos.Mas, assim como a neve que cai e derrete quando o sol surge, os dedos escoregavam sempre.E, ele terminava vazio, incompleto.
Só restava a ele sofrer.Não entendia como o que antes era amor hoje ressoava em ódio.Não percebia que a sua luta já a muito era uma batalha vencida.Ora se culpava, ora entendia que era ele o bode expiatório daquela história. A mãe jamais se culparia por ter um filho assim.Ela sabia que o seu Deus, e,nesse ponto o menino entendia que esse Deus era o Deus dela e não o Deus em quem ele acreditava, jamais permitiria em sua consciência que fosse esse o caminho do filho. O pai jamais admitiria tal coisa.Vergonha como essa nunca passaria.E o menino chorou.E o seu interior mudara.Sentiasse raivoso, mas não perdia a esperança de sorrir novamente.Pensava que um dia voltaria a segurar em suas mãos.
A vida era dura, ardúa.Sabia que estaria sozinho.Eis que era o seu momento de entender que jamais se recupera o que se foi perdido de vez. A decisão de enfrentar o mundo em busca de sua felicidade o modificou.
A batalha que ele travaria seria cansativa, difícil. Ele tinha medo de dizer adeus.E, talvez fosse esse o motivo maior de sua dor.O adeus não permite retorno, não permite arrependimento. Durante muito ele encarou tudo aquilo como um “até logo”.Doloroso, apavorante, frio.Mas ainda tentava se agarrar na esperança do perdão.Ele sabia que sempre perdoaria os erros de quem ele amava.Era dele, sua idiossincrasia o definia assim. Mas, em seu intímo, sabia que jamais ouviria tais pedidos das pessoas que o feriam.Ele cansou dos golpes que lhe desferiam.E, um dia, ao olhar-se no espelho, resolveu que se curaria sozinho.
Finalmente, ele entendeu que percorreria a estrada solitária. O medo das dificuldades seguravam em uma de suas mãos.O pavor de tal batalha ser em vão, tomava-lhe a outra mão.Mas em seu peito, ele sabia que o seu adeus seria, também, sua redenção. Sabia que sua vida mudaria alí, sua segunda chance começava agora.E ele foi. Mas, dessa vez, sem olhar pra trás.
Jean Carlos Carvalho
Fim de relacionamento
O fim de um relacionamento sempre causa muita dor.Mas também pode trazer muita aprendizagem.Eu pensei muito.Quis reverter muitas coisas.Tive atitudes ruins, infantis até.Mas, depois da dor acentar, percebi que foi melhor assim.Durante muito tempo, eu tentei suprir necessidades de uma pessoa que jamais vai ser saciada.É complicado competir com amores do passado.Ainda mais quando esse amor é tão perfeito.
Nossa, competir com a perfeição é difícil.Por mais que você aja, mostre.Nunca será o suficiente.E o pior.Experimenta ver a pessoa que você ama chorando por outro alguém e te pedindo pra que você a ensine a amar e a esquecer.E você lá.Firme.Segurando a PORRA da tua dor.Porque é isso q fazemos quando amamos.E o que aconteçe, no meu primeiro erro.Estou solteiro.Ai, eu me perguntei por um bom tempo.Será que é tão difícil perdoar alguém? Dar uma segunda chance.Mesmo a dor sendo grande.Eu pelo menos daria essa chance.
Eu nunca fui anjo.Desde muito novo, perdi a confiança nas pessoas, na vida até.Então, não venha me pedir pra ser tão perfeito porque eu não consigo.Eu erro, traio, minto, omito.Sou humano.E já me decepcionei muito na vida.E vou continuar a errar porque só assim é que se aprende.
Agora volto a enxergar o meu tão temido futuro.A hipocrisia bate a porta.E as pessoas que ontem amávamos com tanto fervor nos revelam a outra face do amanhã.Pior que somos assim mesmo.Eu tenho minhas máscaras.Mas o problema é que eu não consigo mentir pra quem eu amo.Os meus sentimentos ficam estampados em minha face.
Hoje eu estou mudado.Sem me preocupar muito com o amanhã.Ele sempre será trágico.Estou distante, não frio, porque não consiguiria, mas simplesmente mudado.Disposto a deixar escapar os meus medos, minhas vergonhas, meus orgulhos.Me livrar da minha perfeição e das minhas imperfeições é o meu objetivo.Dificilmente me deixarei amar novamente.Não por medo de uma nova relação.E sim por ter aprendido que se você esta disposto a viver num conto de fadas, você não pode esquecer q existem dragões e bruxas também.Mas é assim mesmo.Depois de um grande amor a gente acaba se perdendo.Mas agora chega.Nunca mais ninguém me tira do sério...
Pequeno monstro
O fim de um relacionamento sempre causa muita dor.Mas também pode trazer muita aprendizagem.Eu pensei muito.Quis reverter muitas coisas.Tive atitudes ruins, infantis até.Mas, depois da dor acentar, percebi que foi melhor assim.Durante muito tempo, eu tentei suprir necessidades de uma pessoa que jamais vai ser saciada.É complicado competir com amores do passado.Ainda mais quando esse amor é tão perfeito.
Nossa, competir com a perfeição é difícil.Por mais que você aja, mostre.Nunca será o suficiente.E o pior.Experimenta ver a pessoa que você ama chorando por outro alguém e te pedindo pra que você a ensine a amar e a esquecer.E você lá.Firme.Segurando a PORRA da tua dor.Porque é isso q fazemos quando amamos.E o que aconteçe, no meu primeiro erro.Estou solteiro.Ai, eu me perguntei por um bom tempo.Será que é tão difícil perdoar alguém? Dar uma segunda chance.Mesmo a dor sendo grande.Eu pelo menos daria essa chance.
Eu nunca fui anjo.Desde muito novo, perdi a confiança nas pessoas, na vida até.Então, não venha me pedir pra ser tão perfeito porque eu não consigo.Eu erro, traio, minto, omito.Sou humano.E já me decepcionei muito na vida.E vou continuar a errar porque só assim é que se aprende.
Agora volto a enxergar o meu tão temido futuro.A hipocrisia bate a porta.E as pessoas que ontem amávamos com tanto fervor nos revelam a outra face do amanhã.Pior que somos assim mesmo.Eu tenho minhas máscaras.Mas o problema é que eu não consigo mentir pra quem eu amo.Os meus sentimentos ficam estampados em minha face.
Hoje eu estou mudado.Sem me preocupar muito com o amanhã.Ele sempre será trágico.Estou distante, não frio, porque não consiguiria, mas simplesmente mudado.Disposto a deixar escapar os meus medos, minhas vergonhas, meus orgulhos.Me livrar da minha perfeição e das minhas imperfeições é o meu objetivo.Dificilmente me deixarei amar novamente.Não por medo de uma nova relação.E sim por ter aprendido que se você esta disposto a viver num conto de fadas, você não pode esquecer q existem dragões e bruxas também.Mas é assim mesmo.Depois de um grande amor a gente acaba se perdendo.Mas agora chega.Nunca mais ninguém me tira do sério...
Pequeno monstro
SEGUNDA CHANCE
Ele levantou-se de junto da árvore.Olhou pro horizonte, o pôr-do-sol ofuscou a sua visão. E, ele sorriu. Sentia-se banhado pelo sol. Sentia-se iluminado. Depois de tanto chorar, de tantas decepções, encontros e desencontros.Ele estava esperançosso. Porque estava em paz. Sua paz havia sido conquistada depois de muita luta. Depois de muito se anular e decidir-se por lutar pela sua felicidade.Antes de acolher-se junto aquela árvore sentia-se um menino.Triste, abandonado, desprotegido, amedrontado.Sentia que perdera demais, e já não lembrava o quanto redentor era chorar.Suas lágrimas haviam secado há muito tempo.Naquela árvore, pôde pensar na vida, no futuro.Em seus erros, em seus acertos.Viu o quanto perdera. O quanto ganhara. Entendeu que algumas lutas já estavam vencidas e que algumas outras batalhas apenas começaram. Revelou-se que tinha a força para aquilo e para o muito que ainda viria. Algumas pessoas, algumas vivências foram deixadas pelo caminho. Mas outras pessoas e outras vivências o acompanhariam por um bom tempo. Soube que tinha que lutar. Todo mundo cai na vida, mas pode-se escolher se você permanecerá caido ou se irá levantar. Ele decidiu se reerger.Ele decidiu se reiventar. Decidiu dar a cara a tapa. Decidiu que enfrentaria quaisquer batalhas depois daquele dia.Então levantou- se, encarou o horizonte e soube.Que sentara, na árvore, como um garoto. Mas levantará como um homem. Um homem que lutaria por sua felicidade, que lutaria pela vida.
JEAN CARVALHO
Ele levantou-se de junto da árvore.Olhou pro horizonte, o pôr-do-sol ofuscou a sua visão. E, ele sorriu. Sentia-se banhado pelo sol. Sentia-se iluminado. Depois de tanto chorar, de tantas decepções, encontros e desencontros.Ele estava esperançosso. Porque estava em paz. Sua paz havia sido conquistada depois de muita luta. Depois de muito se anular e decidir-se por lutar pela sua felicidade.Antes de acolher-se junto aquela árvore sentia-se um menino.Triste, abandonado, desprotegido, amedrontado.Sentia que perdera demais, e já não lembrava o quanto redentor era chorar.Suas lágrimas haviam secado há muito tempo.Naquela árvore, pôde pensar na vida, no futuro.Em seus erros, em seus acertos.Viu o quanto perdera. O quanto ganhara. Entendeu que algumas lutas já estavam vencidas e que algumas outras batalhas apenas começaram. Revelou-se que tinha a força para aquilo e para o muito que ainda viria. Algumas pessoas, algumas vivências foram deixadas pelo caminho. Mas outras pessoas e outras vivências o acompanhariam por um bom tempo. Soube que tinha que lutar. Todo mundo cai na vida, mas pode-se escolher se você permanecerá caido ou se irá levantar. Ele decidiu se reerger.Ele decidiu se reiventar. Decidiu dar a cara a tapa. Decidiu que enfrentaria quaisquer batalhas depois daquele dia.Então levantou- se, encarou o horizonte e soube.Que sentara, na árvore, como um garoto. Mas levantará como um homem. Um homem que lutaria por sua felicidade, que lutaria pela vida.
JEAN CARVALHO
quarta-feira, 26 de maio de 2010
AMOR ALÉM DA VIDA - PARTE 2
César encontrava-se atordoado com tudo aquilo. Conheçera Marco em uma festa.Tinha se encatado por ele.E, ao mesmo tempo descoberto,que Marco o conhecia melhor do que ele mesmo.Nunca alguém tivera enxergado tão profudamente sua alma como ele fizera.César sofrera muito.Pela não compreensão de sua família, por ter perdido muitos amigos e por perder o seu maior amor. E, externava uma felicidade pra não ter que encarar o seu maior medo: o de ficar sozinho.
Agora César lembrava daquela manhã em que esbarrara em um homem ao sair correndo de uma sala para outra.Pediu desculpas áquele homem,que parecia meio abobalhado ao olhar pra ele.César estava ferido demais pra perceber que aquele homem que o encarava de uma forma que ele não conseguia decifrar era ,na realidade, um dos homens mais bonitos que ele já vira em sua vida.E agora quem tinha o olhar meio abobalhado era César.E, pela primeira vez,não soube o que fazer.
-Calma,eu não sou nenhum tarado.Não estou te vigiando,nem te perseguindo.Eu só precisava te ter por perto.Olhar mais uma vez em teus olhos.E, te observar de longe, tornou-se um vício pra mim. – Falou Marco.
César permanecia sem entender ou acreditar no que ouvia.
-Se eu te assustei, prometo que me afasto e ...
Quando Marco disse aquilo, César sobressaltou-se e disse:
-Não! Eu não estou com medo.Só meio confuso.Porque você nunca se aproximou?
-Eu tive medo.Medo de te assustar. Medo do que você ia pensar.
-Não devia ter medo. Você não tem idéia do seu poder sobre as pessoas,têm?
-Como assim?
-VocÊ tem se olhado no espelho ultimamente ? Você tem consciência da sua beleza ?
-Ah! Isso. Tenho sim.Mas eu me cansei de corpos vazios,olhares perdidos,gemidos banais, prazeres dissimulados. E, principalmente, me cansei de relações sem sentimentos.
César absorvia tudo aquilo e se identificava com o discursso de Marco.Por muitas vezes, César acreditou em amores eternos que acabavam no dia seguinte.Acreditou em prazeres que nunca vinham acompanhados de carinho. E, durante muito tempo, César buscou minar cada lágrima que rolava em seu rosto após cada uma dessas constatações. Mas agora, ao olhar no olho de Marco,sentia que não mais choraria sozinho se confiasse nele.
A confusão de sentimentos tomou conta de César.Ele agarrou Marco para si e o beijou.Era a hora.A hora de se permitir ser feliz novamente.
Ao fim da festa, Marco ofereceu uma carona a César.Durante todo o trajeto eles buscavam se olhar e não precisavam dizer mais nada.Ao chegarem no apartamento de César.César convidou Marco para subir com ele.Eles sabiam que seriam um do outro mais cedo ou mais tarde.Então, pra que tentar evitar o que não poderia ser evitado.
Quando entraram no apartamento, os dois se agarraram e, em poucos minutos, suas roupas já estavam no chão. Marco afastou-se para contemplar aquele corpo que seria só seu a partir daquele momento. César era lindo. Nem gordo, nem magro. A pele morena clara. O cabelos e os olhos castanhos claros. Para Marco, o corpo mais lindo que ele já vira ou desejara.
César também olhava Marco.Um moreno alto,forte,de olhos escuros profundos.Aquele olhar desmacarador, dominador e que ,ao mesmo tempo,passava a César a certeza de que ele jamais naufragaria se navegasse no mar escuro daqueles olhos.
Os dois trocaram um beijo único.Agora plácido.Eles não tinham pressa.Teriam um ao outro para sempre.Enquanto as linguas se tocavam suavemente, as mãos percorriam o corpo um do outro.César sentia a rigidez daquele corpo onde repousaria sempre que precisasse descançar.Marco sentia a maciez daquela pele que o reconfortaria dali pra frente.
Na cama, se abraçaram e sentiram o toque,a firmeza e o carinho um do outro.Marco olhou nos olhos de César, o beijou com todo amor que ele já sentia desde o dia em que conheçera César, e o penetrou com toda gentileza, com todo carinho que pôde.Marco olhava no olho de César e ,de acordo com a sua reação, sentia a maciez do interior de seu amado.César olhava Marco e sentia uma alegria profunda.Ele era de Marco.Marco o tinha ali, naquele momento.E, se dependesse de César, o teria pra sempre.
Os corpos se movimentavam num ritmo calmo, com movimentos ritmados.E, a cada penetração, um beijo era trocado.Nesse beijo, muito mais do que saliva era trocada.Havia a troca de alma, a troca de espiríto.O sexo ,para eles, não era um ato. Era a fusão. Fusaõ de dois seres que ,durante muito tempo, buscaram um ao outro. Dois seres que se perderam em muitos relacionamentos ruins.Que durante muito tempo desistiram de suas buscas.E que agora, eram um só.Se perteciam.
As gotas de suor percoriam o corpo de um e iam terminar no corpo do outro. Os narizes percoriam o corpo um do outro.Captando cada pequeno cheiro que o outro tinha.As bocas percoriam pescoços.As marcas eram deixadas em seus corpos.Não marcas de violência, mas marcas de posse. Não a posse escravocrata. Mas a posse de serem um do outro dali até a eternidade.
A loucura daquele ato tornava real o sentimento que existia em ambos.Eles não transavam.Eles materializavam o amor.E, em uma troca de olhar, Marco e César atingiram um prazer que ambos jamais conseguiram atingir.
Após repousarem um sobre o corpo do outro, Marco olhou nos olhos de César e disse:
-César, eu te esperei por muito tempo.E ,agora que eu te tenho, você será meu por toda minha vida...Eu te amo!.
César sabia que tudo aquilo era prematuro.Ele havia prometido a si mesmo que jamais agiria por impulsso.César pediu a Deus que os abençoasse, que cuidasse daquele amor que surgia naquele momento. Olhou para o rosto ainda ofegante de Marco e disse:
-Marco, eu havia desistido de ser feliz.Mas hoje você me ensinou o que realmente significa felicidade.E eu quero me permitir ser feliz.Agora sim de verdade.E, é com você. O meu prometido.O meu presente de Deus. Serei teu não por toda minha vida, mas pela dimensão que compreende o pós-vida. Eu também te amo...te amo além da minha vida.
Jean Carlos Carvalho
Agora César lembrava daquela manhã em que esbarrara em um homem ao sair correndo de uma sala para outra.Pediu desculpas áquele homem,que parecia meio abobalhado ao olhar pra ele.César estava ferido demais pra perceber que aquele homem que o encarava de uma forma que ele não conseguia decifrar era ,na realidade, um dos homens mais bonitos que ele já vira em sua vida.E agora quem tinha o olhar meio abobalhado era César.E, pela primeira vez,não soube o que fazer.
-Calma,eu não sou nenhum tarado.Não estou te vigiando,nem te perseguindo.Eu só precisava te ter por perto.Olhar mais uma vez em teus olhos.E, te observar de longe, tornou-se um vício pra mim. – Falou Marco.
César permanecia sem entender ou acreditar no que ouvia.
-Se eu te assustei, prometo que me afasto e ...
Quando Marco disse aquilo, César sobressaltou-se e disse:
-Não! Eu não estou com medo.Só meio confuso.Porque você nunca se aproximou?
-Eu tive medo.Medo de te assustar. Medo do que você ia pensar.
-Não devia ter medo. Você não tem idéia do seu poder sobre as pessoas,têm?
-Como assim?
-VocÊ tem se olhado no espelho ultimamente ? Você tem consciência da sua beleza ?
-Ah! Isso. Tenho sim.Mas eu me cansei de corpos vazios,olhares perdidos,gemidos banais, prazeres dissimulados. E, principalmente, me cansei de relações sem sentimentos.
César absorvia tudo aquilo e se identificava com o discursso de Marco.Por muitas vezes, César acreditou em amores eternos que acabavam no dia seguinte.Acreditou em prazeres que nunca vinham acompanhados de carinho. E, durante muito tempo, César buscou minar cada lágrima que rolava em seu rosto após cada uma dessas constatações. Mas agora, ao olhar no olho de Marco,sentia que não mais choraria sozinho se confiasse nele.
A confusão de sentimentos tomou conta de César.Ele agarrou Marco para si e o beijou.Era a hora.A hora de se permitir ser feliz novamente.
Ao fim da festa, Marco ofereceu uma carona a César.Durante todo o trajeto eles buscavam se olhar e não precisavam dizer mais nada.Ao chegarem no apartamento de César.César convidou Marco para subir com ele.Eles sabiam que seriam um do outro mais cedo ou mais tarde.Então, pra que tentar evitar o que não poderia ser evitado.
Quando entraram no apartamento, os dois se agarraram e, em poucos minutos, suas roupas já estavam no chão. Marco afastou-se para contemplar aquele corpo que seria só seu a partir daquele momento. César era lindo. Nem gordo, nem magro. A pele morena clara. O cabelos e os olhos castanhos claros. Para Marco, o corpo mais lindo que ele já vira ou desejara.
César também olhava Marco.Um moreno alto,forte,de olhos escuros profundos.Aquele olhar desmacarador, dominador e que ,ao mesmo tempo,passava a César a certeza de que ele jamais naufragaria se navegasse no mar escuro daqueles olhos.
Os dois trocaram um beijo único.Agora plácido.Eles não tinham pressa.Teriam um ao outro para sempre.Enquanto as linguas se tocavam suavemente, as mãos percorriam o corpo um do outro.César sentia a rigidez daquele corpo onde repousaria sempre que precisasse descançar.Marco sentia a maciez daquela pele que o reconfortaria dali pra frente.
Na cama, se abraçaram e sentiram o toque,a firmeza e o carinho um do outro.Marco olhou nos olhos de César, o beijou com todo amor que ele já sentia desde o dia em que conheçera César, e o penetrou com toda gentileza, com todo carinho que pôde.Marco olhava no olho de César e ,de acordo com a sua reação, sentia a maciez do interior de seu amado.César olhava Marco e sentia uma alegria profunda.Ele era de Marco.Marco o tinha ali, naquele momento.E, se dependesse de César, o teria pra sempre.
Os corpos se movimentavam num ritmo calmo, com movimentos ritmados.E, a cada penetração, um beijo era trocado.Nesse beijo, muito mais do que saliva era trocada.Havia a troca de alma, a troca de espiríto.O sexo ,para eles, não era um ato. Era a fusão. Fusaõ de dois seres que ,durante muito tempo, buscaram um ao outro. Dois seres que se perderam em muitos relacionamentos ruins.Que durante muito tempo desistiram de suas buscas.E que agora, eram um só.Se perteciam.
As gotas de suor percoriam o corpo de um e iam terminar no corpo do outro. Os narizes percoriam o corpo um do outro.Captando cada pequeno cheiro que o outro tinha.As bocas percoriam pescoços.As marcas eram deixadas em seus corpos.Não marcas de violência, mas marcas de posse. Não a posse escravocrata. Mas a posse de serem um do outro dali até a eternidade.
A loucura daquele ato tornava real o sentimento que existia em ambos.Eles não transavam.Eles materializavam o amor.E, em uma troca de olhar, Marco e César atingiram um prazer que ambos jamais conseguiram atingir.
Após repousarem um sobre o corpo do outro, Marco olhou nos olhos de César e disse:
-César, eu te esperei por muito tempo.E ,agora que eu te tenho, você será meu por toda minha vida...Eu te amo!.
César sabia que tudo aquilo era prematuro.Ele havia prometido a si mesmo que jamais agiria por impulsso.César pediu a Deus que os abençoasse, que cuidasse daquele amor que surgia naquele momento. Olhou para o rosto ainda ofegante de Marco e disse:
-Marco, eu havia desistido de ser feliz.Mas hoje você me ensinou o que realmente significa felicidade.E eu quero me permitir ser feliz.Agora sim de verdade.E, é com você. O meu prometido.O meu presente de Deus. Serei teu não por toda minha vida, mas pela dimensão que compreende o pós-vida. Eu também te amo...te amo além da minha vida.
Jean Carlos Carvalho
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